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Entradas etiquetadas como ‘paixão’

Delicadeza fashion

17/04/2009 · Deixe um comentário

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Categorias: Sem-categoria · arte · fotografia
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Cielo + Árbol

16/04/2009 · 2 Comentários

Ontem a minha amiga Jaque (que me fez muito  feliz com a notícia de que algumas fotos minhas decorarão seu quarto) me disse que adorava as minhas fotos de árvores. Eu tenho uma fixação pela composição céu azul + árvore e gosto muito mais quando é em Polaroid. Meus filmes acabaram e não sei se terei coragem de gastar um montão de dinheiro comprando pelo eBay. As minhas preferidas, todas fruto de uma Polaroid One Step Express + me:

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Categorias: arte · fotografia · inspiração · polaroid
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rosario we S2 you

14/04/2009 · 3 Comentários

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Categorias: amor · viagem
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S2

05/04/2009 · Deixe um comentário

Dias atrás entrei no site do Clarín e deu um print nessa propaganda, que era toda animada e tals:

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Categorias: bizarrices argentinos · dramaticidade argentina · futebol
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Dale, que no ha pasado nada.

11/04/2008 · 1 Comentário

Nasci no Brasil, quase sempre vivi em São Paulo. Morei em Los Angeles. Namorei um mexicano, tenho amigas espanholas, salvadorenhas, guatemaltecas. Já conheci gente francesa, alemã, italiana, inglesa, japonesa, angolana, australiana, iraniana e por aí vai. Nunca, em nenhum desses contatos com outras culturas conheci gente tão passional, tão enlouquecidamente dramática e louca por fazer de cada espirro um momento histórico, quanto o povo argentino.

Eu já sabia, só que durante este mês que passou, eu vivi essa paixão. Fui ver Vélez e River Plate. Uma semana antes, um hincha* do Vélez, de 21 anos foi assassinado em uma armadilha planejada pela torcida do San Lorenzo. Por isso, na partida contra o River, toda a torcida do Fortín* vestia roupas negras e a família do rapaz passeou pelo campo, enquanto recebia aplausos de todo o estádio.

A barrabrava* do time da casa se manteve calada durante os quinze minutos iniciais (a intenção era não se manifestar durante toda a partida), mas quando o River meteu dois a zero, não teve jeito. Aplausos contidos no começo, homenagem, luto… Minutos depois

Passamos também pela greve dos agricultores. Ah, e isso sim é que é espetáculo. O que no Brasil seria uma crise governo-setor agrário, aqui foi um drama. Confesso que é bastante jodido* ir ao supermercado e só te deixarem levar no máximo dois litros de óleo  e que justo aqui não haja carne.

So sorry...

Mas sem dúvida, os momentos mais emocionantes, foram os discursos.

Ato 1: Depois de duas semanas de paro*, Cristina Kirchner resolveu que era o momento de falar. Só que ao invés de chamar as três grandes lideranças do campo para conversar (Sociedad Rural, Confederaciones Rurales Argentinas, Federación Agraria), a presidenta* fez um discurso “sangue nozóio”, confrontante e claramente desnecessário. 

Ato 2: Os representantes da greve ficaram putos com a prepotência do governo e disseram que seguiriam firmes e fortes com os piquetes nas estradas.

Ato 3: Nesse momento acontece o famigerado cacerolazo. Minha mãe no Brasil me disse que tinha visto pela TV as manifestações e queria saber como estavam as coisas e tal. Um momento. Manifestações uma OVA! A verdade verdadeira é que as pessoas presentes nesses cacerolazos eram chetos* e ninguém aqui levou a sério uma “manifestação” com gente de Caballito ou Palermo. O ato 3 ficou popularmente conhecido como “cacerolazo de teflon”.

Ato 4: Cristina está boladona e decide discursar. Convoca o povo para um ato de apoio ao governo. Mais de cem mil pessoas lotaram a Plaza de Mayo, e eu como boa curiosa que sou, resolvi me embrenhar no meio da multidão. Tinha esperança que a presidenta discursasse do balcão do Perón, mas infelizmente, depois dele, só um presidente (Alfonsín), teve coragem de fazê-lo. Sim, é muito impressionante. Ouvir alguém dizer em frente a uma multidão, que sempre foi e sempre será peronista… e a massa enlouquecidamente gritando Perón, Perón! 

Não sou peronista, não como carne, não moro em Palermo, não sou (ainda) hincha do Vélez, mas agora já sei como a mídia, o povo e o governo podem transformar uma crise de desabastecimento, ou um espirro, em um momento histórico.

Traduzindo: 

Hincha: Torcedor.

Fortín: A equipe do Vélez Sarsfield é conhecida como El Fortín, que quer dizer algo como A Fortaleza.

Barrabrava: Torcida organizada.

Jodido: mmm… fodido.

Paro: Greve.

Presidenta: Gramaticalmente está incorreto, deveria ser “A Presidente”, mas a própria Cristina disse que ela é presidenta e que é assim que quer ser chamada.

Cheto: Alguém cheto ou concheto é uma pessoa que tem grana. Aqui você é cheto se mora em Palermo Soho, e suuuuuper cheto se mora na Recoleta. 

Categorias: dramaticidade argentina
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